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Conheça a história da bailarina brasileira que é estrela da dança em Nova York

Da Zona Norte do Rio de Janeiro, Ingrid Silva ganhou o mundo e hoje é um dos maiores nomes da companhia de dança americana Dance Theatre of Harlem (DTH)

Foto: Divulgação

Hoje o #BelezaQueInspira conta a trajetória de mais uma querida nossa, a bailarina Ingrid Silva. De Benfica, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, ganhou o mundo e hoje é um dos maiores nomes da renomada companhia de dança americana Dance Theatre of Harlem (DTH), em Nova York, e uma das bailarinas mais aclamadas da nova geração.

Foto: Quinn B Wharton (@qwharton)

Essa história de amor pela dança começou quando ela tinha apenas 8 anos e entrou para o projeto social “Dançando para não dançar”, na comunidade da Mangueira (RJ). Aos 12 anos, passou para a Escola de Dança Maria Olenewa, do Theatro Municipal, e descobriu que esta poderia ser a sua profissão. Mas ao mesmo tempo notava que era a única negra da turma…

Bailarina chegou aos EUA com 18 anos, sem falar uma palavra em inglês

Depois de estudar na escola de dança de Deborah Colker e estagiar no Grupo Corpo, em Belo Horizonte, veio a sua maior oportunidade. E, assim, ela desembarcou em 2008 em Nova York, sozinha, aos 18 anos e sem falar uma palavra de inglês, para estudar com Arthur Mitchell, diretor-geral da companhia Dance Theatre of Harlem (DTH) e primeiro bailarino negro do New York City Ballet.

“Pela primeira vez, me senti acolhida. A DTH é uma companhia multirracial que defende, acima de tudo, a inclusão. Entre seus integrantes, há bailarinos do mundo todo. Assim, me vi numa sala de aula com pessoas que se pareciam comigo! Uma situação que até aquele momento ainda não tinha vivenciado”, revela.

E durante todo esse processo a maior incentivadora sempre foi a mãe de Ingrid. Mesmo quando pensou em desistir em meio as dificuldades, ela não deixou. Mas apesar do apoio incondicional, a mãe nunca a viu no palco. E este é seu maior sonho atualmente.

O corpo de balé do Dance Theatre of Harlem interpreta de obras clássicas a contemporâneas, levando a dança a todas as esferas sociais. E para acompanhar essa rotina, os treinamentos duram sete horas por dia com apenas uma hora de intervalo.

Em 2010, ela foi a primeira brasileira em um cartaz da companhia desde 1969. Seus pôsteres estavam no metrô, nas ruas, ônibus e até em vídeos na Times Square.

“Quero fazer a diferença também fora dos palcos. Gosto de ser uma inspiração para outras meninas. Mostrar que é possível”

E um detalhe chama a atenção de quem vê Ingrid dançando: as sapatilhas da cor de sua pele. Essa foi uma técnica que aprendeu diretamente com Arthur Mitchell para que as tradicionais sapatilhas rosa não se destacassem em sua pele. Assim, ela usa a base líquida do rosto para pintá-las. E seu black também veio dessa necessidade para mostrar seu verdadeiro eu.

A Ingrid não para: “Quero fazer a diferença também fora dos palcos. Gosto de ser uma inspiração para outras meninas. Mostrar que é possível”, conta. E ao lado da amiga Helya Mohammadian, ela também criou o movimento EmpowHer New York, uma plataforma colaborativa criada para dar voz às mulheres reais e suas questões.

Foto: PeopleStyle

 

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