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Joana D’Arc Félix de Souza: uma heroína do conhecimento

 

Cientista Joana Darc

 

Filha de uma doméstica, ela acreditou no poder do conhecimento e mostrou como a educação pode transformar vidas. Hoje no #BelezaQueInspira você vai conhecer a história desta cientista que superou a fome e o preconceito e que hoje acumula mais de 70 prêmios na área de Química e Sustentabilidade

 

PhD em Harvard, cientista negra supera a fome e o preconceito e já soma mais de 70 prêmios ao longo de sua carreira. O #BelezaQueInspira vai contar a história inspiradora da paulista com nome de heroína francesa: Joana D’Arc Félix de Souza. Nascida e criada em Franca (SP), filha de uma doméstica e de um profissional de curtume (operação de processamento do couro cru que tem por finalidade deixá-lo utilizável para a indústria e o atacado), Joana mostrou desde cedo sua sede pelo conhecimento e provou com sua trajetória como a ciência e a educação podem transformar vidas.

Enfrentou muito preconceito, mas com o apoio da família seguiu em frente. Entrou na escola aos 4 anos, já sabendo ler. Estudou sozinha para o vestibular com apostilas emprestadas e passou para quatro universidades públicas de São Paulo. Entrou para a Unicamp aos 14 no curso de Química, terminou o mestrado e o doutorado em Campinas, com apenas 24 anos. Um de seus artigos foi publicado na revista científica americana Journal of American Chemical Society, e logo ela recebeu o convite para seguir os estudos nos Estados Unidos.  Aos 25 anos passou para uma das universidades mais importantes do mundo: Harvard, nos EUA.  Neste pós-doutorado seu orientador sugeriu que a tese envolvesse um problema nacional. O pai deu a ideia de trabalhar com resíduos do curtume, passivo ambiental importante para Franca, um polo calçadista que gera 218 toneladas de resíduos por dia. Sua área de pesquisa até os dias atuais.

Entre as suas inovações estão cimento ósseo para reconstituir fraturas; colágeno para o tratamento de osteoporose e osteoartrite; sapatos com antimicrobianos para combater micoses e rachaduras no pé; pele humana artificial para transplante utilizando sobras de pele suína; cinco fertilizantes; e até um sistema de filtragem de água aproveitando escamas de peixe.

Entre suas inovações estão cimento ósseo para reconstituir fraturas; colágeno para o tratamento de osteoporose dentre outros.

Ganhadora de 72 prêmios nas áreas de Química e Sustentabilidade, com destaque para o prêmio Kurt Politizer de Tecnologia de “Pesquisadora do Ano”, em 2014, Joana é, desde 2004, docente e pesquisadora na Escola Técnica Estadual (ETEC) Prof. Carmelino Corrêa Júnior, em Franca. Ela hoje se dedica a ensinar e fazer pesquisas de ponta com jovens que, como ela, passaram por dificuldades financeiras e enfrentaram o preconceito. Levou para a sala de aula sua bagagem de pesquisa e conseguiu bolsas de iniciação científica para os estudantes e, com eles, registrou 15 patentes nacionais e internacionais. Assim reduziu a evasão escolar e está dando um novo futuro os estudantes.

 

Ganhadora do prêmio Kurt Politizer de Tecnologia de “Pesquisadora do Ano”, em 2014

 

 

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