#BelezaQueInspira, Mais Lidas
1260 0

Joaquim Barbosa, o primeiro negro a comandar a mais alta corte do Brasil

Joaquim Barbosa: Foto Oficial Senado

Filho de um pedreiro e uma faxineira, Joaquim Barbosa saiu com apenas 16 anos do interior de Minas Gerais e tornou-se o primeiro negro a comandar a mais alta corte de justiça do país. O nosso personagem desta semana do #BelezaQueInspira é o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa. Primogênito de uma família com oito filhos, ele superou uma infância pobre e, através da educação, alcançou  o cargo máximo da justiça brasileira.

A luta para chegar à Presidência do Superior Tribunal Federal

Estudante de escola pública, desde criança lia tudo o que passava a sua frente. Em busca de trabalho para continuar seus estudos, deixou a pequena cidade de Paracatu (MG) com toda a família. Foi para a capital do país e lá sobreviveu como faxineiro e depois como digitador na gráfica do Senado. Nesta época, passou para direito na Universidade de Brasília (UnB). E, como muitos brasileiros, precisou dividir seu tempo entre a faculdade e o emprego de madrugada, onde trabalhava das 18h às 4h. Muitas vezes dormia no trabalho, pois não tinha tempo para voltar para casa.

Seguindo um caminho dentro do meio jurídico, passou no concurso para procurador da República, atuando no Rio de Janeiro. Em 2003, foi nomeado ministro do STF e, em 2012, assumiu a presidência da casa, sendo o primeiro negro no cargo. Há quatro anos se aposentou.

Joaquim Barbosa e os sócios do Beleza Natural

Joaquim Barbosa e a carreira internacional

Sempre em busca de conhecimento, fez mestrado na UnB e doutorado na Sorbonne, em Paris, e foi professor visitante na Universidade Columbia, em Nova York, e na Universidade da Califórnia. Em 2015, recebeu o título da Universidade Hebraica de Jerusalém, sendo reconhecido como exemplo de figura pública devido sua atuação no combate à corrupção.

Fluente em inglês, francês e alemão, Joaquim Barbosa tem no currículo palestras internacionais, a maioria abordando a questão racial e o direito das minorias.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *