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Sônia Guimarães: mulher, negra e a primeira doutora em física do Brasil

Ela sonhava em ser engenheira, mas foi a física que a fez conquistar o mundo e ser exemplo. No #BelezaQueInspira de hoje vamos mergulhar na história da cientista brasileira Sônia Guimarães. Nascida em Brotas – interior de São Paulo, e estudante da rede pública, ela foi a primeira negra doutora em física do Brasil.

Em busca de seu sonho, ela trabalhou para pagar o cursinho pré-vestibular. Aos 19 anos, meados da década de 70, saiu da casa dos pais para cursar licenciatura de ciências na Universidade Federal de São Carlos. Escolheu a carreira acadêmica. No ano seguinte, ingressou no mestrado em física aplicada na Universidade de São Paulo (USP) e já emendou com um curso de especialização na universidade italiana Conselho Nacional de Pesquisa. Em seguida fez doutorado em materiais eletrônicos na Universidade de Manchester
(Inglaterra).

Sempre quebrando barreiras, em 1993 foi a primeira negra a ingressar no corpo docente no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), uma das universidades mais conceituadas e concorridas do país. E há 25 anos é professora de física na instituição. Até 2016 liderava uma pesquisa sobre o desenvolvimento de sensores de calor nacionais.

MULHERES NA PESQUISA

De acordo com os dados do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), até 2015 eram apenas 12 mil mulheres envolvidas com pesquisa em tecnologia, exatas e engenharias. O número de homens atuando nessa área é de 22,4 mil. Sônia faz parte de uma fatia ainda menor. Um levantamento do conselho feito em 2015 apontou que as mulheres negras representam 26% do número de mulheres pesquisadoras.

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